segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Noticias sobre "Cidade da Música"

Cidade da Música poderá ser "inaugurada" no meio de 2011

A Cidade da Música foi criada para ser um dos maiores complexos culturais do Brasil. Seria inaugurada no dia 26 de Dezembro de 2008, mas a inauguração foi adiada e adiada. Até hoje não houve a tal inauguração. César Maia chegou até abrir as portas, mas não houve uma "abertura" definitiva.

O complexo é realmente uma das mais belas arquiteturas dos últimos anos e tem a promessa de ser um centro referencial em todo o país. Muitas revistas internacionais já assumiram ansiedade para ver o projeto funcionar, todos investem suas fichas no empreendimento criado por César Maia assinado pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc (Vencedor do Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura).

Mas os brasileiros e cariocas parecem não tão animados com o projeto. Afinal, gastaram-se milhões para o mega-museu e até hoje nada dele aberto. Será que mesmo que o dinheiro gasto com ele vai ser recompensado com o seu sucesso?

Tudo bem que o complexo já mudou a cara da Barra da Tijuca e ajudou ao bairro da zona oeste ser considerado um dos mais modernos do Brasil. Mas será que não seria melhor e mais proveitoso que a Cidade fosse construída na Zona Norte? Esse assunto tem dado o que falar.

Eu sou um desses que acredita no potencial da Cidade da Música e que acredita que não será um elefante branco da Prefeitura.

Só para começar, a Cidade da Música abrigará a maior sala de concertos de orquestra sinfônica e ópera de toda a América Latina, com até 1.800 lugares. Além de 13 salas de ensaios e de aula, vista panorâmica para a Barra da Tijuca, cinemas, lojas, restaurante, cafeteria, além de ser a futura sede da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Uma Prefeitura inteligente ainda poderia criar ótimos eventos e shows no local, além de convenções, festivais e entrega de prêmios. Essa é a minha opinião. Eu ainda contrataria a Rio Luz para fazer um grande projeto de iluminação de todo o complexo, onde poderia se tornar um ponto turístico noturno para a Barra da Tijuca, principalmente por ser uma área privilegiada entre a praia da Barra e o Barra Shopping, onde também poderia ser um ótimo mirante para o bairro planejado por Lúcio Costa. Além de exposições e investimentos na área de lazer. Ou até mesmo uma construção de uma praça tecnológica ao redor do prédio, onde também poderia até mesmo ser utilizada para o réveillon e até uma árvore de natal da Barra da Tijuca.

Mas ainda temos a pergunta que não quer calar: Quando vai ser a inauguração?

O atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou que as obras estão a "pleno valor" há um ano e meio e tem previsão de término para Junho ou Julho.

Eduardo Paes já não tem tanta esperança para a Cidade da Música, por isso o atual Prefeito quer entregar o complexo para a iniciativa privada após a conclusão das obras já que os gastos anuais serão de R$ 25 milhões com a manutenção da casa.
“Tenho que encontrar quem queira. Você pode ter uma gestão privada com subsídios públicos”, avaliou. “Eu não teria feito [a Cidade da Música], é inoportuna, inadequada, mal localizada, mas é um belo equipamento para o Rio. Vamos terminar”.
Mas eu já sou diferente. Eu acredito que a Cidade da Música tem de tudo para ser um sucesso com uma boa administração, porém, infelizmente caso ficar "ao acaso", tem de tudo para ser um grande fracasso. Vamos torcer pelo melhor, seja com a Prefeitura ou com a iniciativa privada.


Texto escrito e postado por Rafael Oliveira, 24 de Janeiro de 2011

5 comentários:

  1. Eu acho essa "Cidade da Música" muito feia. pra mim, o Cézar Maia só resolveu fazê-la de pirraça, porque não deixaram ele construir o museu Guggenheim. Aliás, eu bem que preferia o museu. Teria revolucionado toda a região do cais do porto, sem contar que o projeto da antiga administrção era muito mais bonito e arrojado do que aquele que irá ser implantado lá agora.
    E outra coisa, o Eduardo Paes está empurrando com a barriga a conclusão destas obras para que o povo a desvincule do antigo prefeito. Quem sabe ele, o Paes, ainda não consegue colher alguns louros?

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  2. Eu não acompanhei nos mínimos detalhes –e a negociação - do período durante essa história do Guggenheim no Rio de Janeiro, até porque eu era mais novo e tinha acabado de chegar ao Rio de Janeiro. Mas eu acredito que seria ótimo para a zona portuária. Porém não adianta chorar pelo leite derramado.

    Eu particularmente não acho a "Cidade da Música" tão feia pessoalmente. Eu passo sempre em frente, com direito a um tempo a mais de vislumbre graças ao engarrafamento do Via Parque até a Avenida Lucio Costa/Avenida das Américas. Claro que qualquer um tem o direito de achar que é algo que não combina para ficar no meio do trânsito cada vez mais caótico da região da Avenida Ayrton Senna. Seria necessário outras obras externas para melhorar a visibilidade do entorno.

    Claro que com o dinheiro gasto nesse projeto era para ser bem mais bonito, mas não vejo como horrorosa. Como eu afirmei na minha reportagem, o complexo poderá ser excelente para o Rio e para a Barra caso houver uma gestão inteligente, mas de qualquer forma eu achei que essa obra poderia ser na Zona Norte ou na Zona Portuária. O Rio teria mais benefícios e o museu teria mais chance de ir para frente.

    Pelo que eu conheço Eduardo Paes e seus gestores, a cidade da música terá tanta importância quanto uma montanha no meio da Barra.

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  3. Muitos falam mal de César Maia, mas eu o vejo como um bom prefeito que fez muitas coisas positivas ao Rio de Janeiro, apenas os últimos momentos de gestão que ficaram a desejar e o fato de não ter lutado contra a favelização e melhora dos hospitais. Porém o carioca já esqueceu que ele lutou a favor do Rio de Janeiro durante toda a era FHC e o Rio continuou em pé, além que ele é o maior responsável pela Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016 e o Pan-Americano. Sem contar o crescimento da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, mesmo com a desvalorização da Zona Norte.

    Eu também não vejo Eduardo Paes como o pior prefeito do mundo. Ele tem muitos bons e ótimos projetos e outros não tão bons - por serem muito revolucionários e caros como acabar com a Perimental, a Avenida Rio Branco, a cor dos ônibus,... -, mas tem muita ambição e não é um prefeito ausente como os últimos governadores. Além de outros projetos também já citados nesse blog como a revitalização do porto e de algumas favelas.

    Porém, é mais que óbvio que Eduardo Paes está fazendo jogo sujo desmerecendo esse projeto de César Maia. Não vejo necessidade de um prefeito zombar de uma obra cara dessas visando a venda para iniciativa privada. Ele tem todo o direito de achar uma obra desnecessária, mas agora é tarde, deverá encontrar uma finalidade caso já não a tenha. Eu mesmo já citei algumas. Ele é o Prefeito, tem a responsabilidade de pensar mais do que todos os blogueiros juntos. O projeto anterior realmente era mais bonito, mas é um triste fato que tem sido empurrado com a barriga. Eduardo Paes pode conseguir os louros que precisa, só basta ele ter a garra até o final do seu governo que mostra ter na teoria.

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  4. A cidade da música é o maior símbolo da roubalheira que assolou o governo de cesar maia, uma cidade que não tem hospitais funcionando não poderia se dar ao luxo de construir um lugar como aquele.

    É inegável que é uma excelente idéia mas deveria ser um prêmio para a cidade. Depois de resolvermos problemas de educação e saúde construiríamos nossa pirâmide.

    Além do fato de ter servido para enriquecer cesar maia e eider dantas.

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  5. Carlos, eu sou a favor da construção da Cidade da Música, mas eu também sou a favor que essas obras devem ser um INVESTIMENTO, ou seja, gastar, esperando-se um retorno financeiro e turístico ainda maior, assim como foi com o Cristo Redentor, Pão de Açúcar, muitos museus, e por aí vai.

    Não gastar uma fortuna, perder dinheiro por atrasos e a roubalheira, tudo para no final inaugurar algo que não tenha qualquer criatividade financeira. Eu dei aqui algumas ideias para que ser usado por esse prédio que já foi elogiado por revistas de arquitetura no exterior, mas Eduardo Paes vai deixar isso ser apenas um mausoléu no meio da Ayrton Senna para todos sentirem mais ódio da geração Cesar Maia. No final, o Rio realmente perdeu dinheiro que poderia ser gasto com outras coisas, tudo não graças ao projeto arquitetônico, mas pela falta de administração da equipe César Maia e por falta de ética de Paes.

    A mesma coisa pode acontecer com a Zona Portuária. No final pode ser um investimento que trará orgulho para a cidade e enriquecerá de muitas formas o Rio de Janeiro, como pode ser também uma das piores coisas já feitas na história, tudo depende de uma gestão e do compromisso político do prefeito da cidade. No final, não criamos um bom investimento, não investimentos na saúde, metrôs e nem educação, construindo-se apenas uma pirâmide de milhões para atuar como um elefante branco.

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